Chances em todo o país

07/01/2014 - Apesar da adesão, na avaliação da estudante Vitória Vieira, 17 anos, o Sisu tem prós e contras. A jovem pretende cursar medicina e tem Brasília como prioridade. “Passei a vida estudando para entrar na UnB. Neste ano, o esquema mudou. Acho que, para quem é do interior do país, facilita muito. No meu caso, nem tanto”, diz. Ao mesmo tempo, ela lembra que, em um curso como o dela, ter a possibilidade de escolher duas instituições de ensino superior após analisar a nota de corte é uma vantagem. O ideal seria permanecer em Brasília. “Mas o Sisu abre oportunidades. Estou pensando nas universidades federais de Minas Gerais (UFMG) e do Rio de Janeiro (UFRJ) como segunda opção. Caso não passe em Brasília, posso mudar de cidade”, afirma. Vitória pretende tentar a UnB, mas também vai fazer a prova do vestibular da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) no próximo fim de semana. “Estou bastante esperançosa”, diz. O processo dá a oportunidade dos aprovados estudarem em 453 municípios em todo o país. Nesta edição, Minas Gerais liderou o ranking com o maior número de vagas disponíveis pelo Sisu — foram 20.029 no total. O Rio de Janeiro vem logo atrás, com 16.740, e a Bahia ocupa a terceira posição, com 12.459. Os três cursos com maior oferta são: pedagogia, administração e matemática. Um dos destaques feitos pelo ministro Aloizio Mercadante é que a oferta para o curso de medicina, que cresceu 59,8% nesta edição do Sisu. Aumentou de 1.830 oportunidades, em 2013, para 2.925. Os cursos de engenharias somam mais de 25 mil vagas. Em um panorama geral, o número de oportunidades ofertadas cresceu 258% em quatro anos. Em 2010, eram 47.913 e, em 2014, 171.401. Quando o assunto é fazer parte da Lei das Cotas, algumas instituições ultrapassam o percentual de 25% exigido por lei para este ano. Atualmente, 61 universidades e Institutos Federais reservam 50% ou mais de vagas para a reserva social. No DF, além dos 26% ofertados pela UnB, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB), 60,2% das vagas são para cotistas. (MA)
Fonte: Correio Braziliense


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