A pandemia e a educação financeira

O que assusta mais é que parcela da nossa sociedade esteja negando a ciência e levando a maiores divisões. Tudo o que não precisamos agora é de maior ruptura de nosso tecido social. Sobre a covid-19 ainda não temos vacinas e não sabemos como tratá-la efetivamente. No caso atual, os ativos estão sendo preservados, mas as pessoas estão morrendo. A certeza é que, se não agirmos corretamente, teremos milhões de mortes.

No campo econômico, sem dúvida alguma, teremos uma forte recessão mundial e o nosso país, que já não estava bem, sofrerá fortemente, levando a mais desemprego e queda de renda. O custo desse tsunami será gigantesco. No entanto, sobre a economia podemos atuar. Se formos inteligentes, ágeis e brandos do que as previsões pessimistas e mais carregadas ideologicamente.

Várias soluções inteligentes e corretas estão sendo propostas, como distribuição de renda, concessão de empréstimos, não cobrança de tributos e outros encargos, entre diversas outras medidas. Mas vejo que teremos difíceis obstáculos com relação à operacionalização dessas soluções. A indecisão, a lentidão em tirar as ideias do papel e canais de distribuição emperrados para execução das ações devem trazer muitos problemas e potencialmente não permitirão que esses recursos cheguem a quem realmente precisa.

Falta competência e agilidade na execução dos processos. Um dos exemplos é com relação aos empréstimos liberados pelo Banco Central à indústria porque há o temor que fiquem empossados em bolsões do sistema financeiro. Outro é a distribuição de renda aos trabalhadores informais. Como conseguir atingir a todos? As ideias são boas, as ações iniciais ocorreram, mas a execução pode falhar.

Planejamento

No campo pessoal também devemos agir. A educação financeira, que já tem papel muito importante em nossas vidas, passa a ser fundamental neste momento. Deveremos organizar melhor nosso orçamento para sobreviver nesse período. Temos de planejar também a vida financeira após a pandemia.

Conhecer os melhores financiamentos, como tratar os tributos e como mitigá-los, não entrar em dívidas e/ou evitar carregar juros muito altos. Enfim, há muitas coisas em nossas mãos e que podemos fazer.

Por onde começar? Pelas mais fáceis de serem resolvidas. Temos de acreditar mais em nossas forças e, principalmente, não podemos menosprezar a capacidade de reação e resiliência de nossa sociedade.



Fonte: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,a-pandemia-e-a-educacao-financeira,70003252781


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