Exponencialidade: a principal vantagem trazida pela inteligência artificial

Há quanto tempo a inteligência artificial faz parte da sua vida? Embora seja uma das tecnologias mais promissoras desta década, a I.A não é uma novidade. Ela já era discutida, no mínimo, desde 1956, quando se tornou objeto de estudo em um Projeto de Pesquisa de Verão na Universidade de Dartmouth, nos Estados Unidos. No entanto, foi apenas recentemente que esta técnica começou a se popularizar entre profissionais e empresas de tecnologia e que soluções complexas começaram a serem desenvolvidas.

Para Vinicius David, brasileiro executivo da HP e professor na Universidade de Berkeley, o jogo virou quando um novo personagem entrou: os dados. “A velocidade no tratamento de dados não existia igual hoje. Um smartphone comum hoje em dia possui mais poder computacional do que a NASA tinha quando mandou o homem para a lua”, disse na aula do primeiro dia do ReStartSe, o maior programa de capacitação gratuito e online para quem deseja reduzir os impactos da crise de 2020. Confira — serão 4 horas de aulas diárias e gratuitas durante 30 dias!

Ele ministrou a aula com Felipe Lamounier, sócio da StartSe e líder de operações no Vale do Silício. “O encontro com dados permite desenvolver coisas incríveis. Quando fiz faculdade de tecnologia, a inteligência artificial parecia algo muito distante porque não tínhamos a mesma oferta de dados”, conta Lamounier. Hoje, a união de inteligência artificial com dados permite desde o desenvolvimento de carros autônomos a softwares que realizam diagnósticos de doenças.

Seja qual for o setor em que está inserida, uma das principais vantagens que a inteligência artificial pode trazer a um negócio é a exponencialidade. Já existem exemplos em que a tecnologia foi capaz de identificar tumores no cérebro mais rapidamente do que os próprios médicos — e esse é apenas o começo.

“A inteligência artificial não irá tomar o lugar dos médicos ou advogados, porque ainda é bem burra para atividades nobres e cognitivas. Mas se houver uma simbiose entre a máquina, a inteligência artificial e o médico, o profissional poderá gastar 90% do tempo te ajudando a resolver ou prever um problema, ao invés de ficar procurando um diagnóstico”, afirma David.

De acordo com o executivo, essa é uma oportunidade de voltar a ter consultas como antigamente, com os “médicos de família”. “Atualmente, eles passam muito tempo atendendo as necessidades administrativas — a I.A pode auxiliar na exponencialidade da experiência humana”.

Automação e personalização massiva

A multiplicação permite não apenas a automação massiva — com a automatização de tarefas repetitivas e facilmente substituíveis —, mas também a personalização em massa de produtos e serviços. “A principal questão da 1ª Revolução Industrial foi a produtividade. Agora, na 4ª Revolução Industrial, você consegue pintar um carro e colocar suas iniciais na chave – iniciativas que antes eram impossíveis de serem automatizadas passam a ser. Há uma melhora absurda na experiência do cliente”, descreve Vinicius David.


Fonte: https://www.startse.com/noticia/nova-economia/exponencialidade-inteligencia-artificial


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