Raio X: como atuam as empresas que mais inovam em TI?

A pressão por inovar está por todos os lados. Clientes infiéis e exigentes, startups e os sinais dos tempos são os itens que tiram o sono das lideranças nas empresas e as obrigam a fazer diferente. Buscar o novo nunca foi tão almejado e demandado.

Mas como estão estruturadas, como atuam e o que criam as companhias que mais inovam em tecnologia da informação (TI)? A IT Mídia, por meio da sua pesquisa e prêmio “As 100+ Inovadoras no Uso de TI”, realizada em parceria com a PwC, e que chega em 2019 à sua 19ª edição, revela para você.

Nos últimos três anos, as empresas listadas no ranking tinham algo importante em comum: elas consideram a inovação parte vital no desenvolvimento dos seus negócios, já que ela é vista como algo necessário para a sobrevivência em um mercado cada vez mais competitivo e globalizado.

Apesar do desejo genuíno por inovar, há um item que sempre aparece na pesquisa: a inovação é vista como um processo complexo. Em 2016, que teve a Sabesp como a grande vencedora do prêmio, entre os participantes do estudo, 43% disseram que uma das maiores barreiras é exatamente a falta de um processo formal para a inovação.

Mas será mesmo que a inovação precisa de um processo formal, de uma área? Ou será que ela deve ser uma missão, algo que a organização deve buscar independentemente de cargo ou área?

Na edição de 2017, que concedeu ao Bradesco o selo de Mais Inovadora do Ano, 90% dos executivos de TI responderam que suas organizações envolvem executivos responsáveis por inovação nas discussões da estratégia da organização. E, para atender à essa estratégia, 58% das empresas possuem equipes dedicadas para tratar exclusivamente do tema em TI.

No ano passado, o levantamento indicou que a área com maior engajamento na busca por inovação e exploração de novas tecnologias é a própria TI, sendo que 54% dos participantes afirmaram ter uma equipe dedicada ao tema, com, no máximo, dez profissionais. Parece que a inovação está deixando aos poucos a bolha. Afinal, os números não mentem.

Analistas do mercado revelam que além de a inovação ter de permear toda a empresa, ela deve ter um padrinho de peso: o CEO. A cada ano, o tema é mais abordado nas rodas de conversas de altos executivos. Acontece que os CEOs normalmente definem o tom e a visão digital, porém os responsáveis pela operacionalização, os CIOs e os demais executivos de inovação, são essenciais na definição da estratégia do negócio.

Em 2018, que consagrou a Bevap como a Mais Inovadora do Ano, a pesquisa mostrou que 85% dos participantes acreditavam que identificar oportunidades para digitalizar a empresa era parte crítica do processo de inovação, enquanto outros 91% acreditam que se engajar com fontes externas é fundamental para capturar novas ideias e conhecer tecnologias emergentes.

E os talentos?

Um item destacado nos últimos três anos na pesquisa é a falta de talentos voltados para a inovação. Em 2018, o principal obstáculo para a evolução da inovação, citado por 68% dos executivos, era a dificuldade no recrutamento e a retenção de talentos. Em segundo lugar, com 56%, a falta de equipes com as habilidades necessárias e, em terceiro lugar, com 55%, fornecedores ineficientes.

Essa preocupação vem crescendo. Em 2016, para mais de 30% dos participantes, a falta de times propriamente capacitados era a maior barreira para implementar iniciativas de inovação com sucesso. E uma parcela significativa dos executivos de TI (43%) afirmou que o maior impacto nos próximos três anos em seus negócios são as rupturas tecnológicas que estão por vir.

Rápidas mudanças

A rápida evolução tecnológica é, aliás, a grande resposta à inovação, revelaram os executivos que participaram do estudo nos últimos três anos. Em 2016, havia forte inquietação em relação a esse cenário. Para 80% dos participantes, o que mais preocupava era a velocidade das mudanças tecnológicas, seguida pela inabilidade de adotar e se adaptar a essas mudanças que preocupam mais de 68% dos executivos de TI.

Já em 2017, a expectativa dos entrevistados era de buscar mais investimentos em temas que provocam novas disrupções, como inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) e blockchain, resultando na mudança de processos, criação de modelos diferenciados de negócio e, com isso, geração de benefícios para clientes internos e externos, fornecedores, colaboradores e para o próprio mercado.

No último ano, as tecnologias com maior investimento feito pelas empresas participantes foram cloud computing e mobilidade, ambas com 89% dos votos. Big Data/Analytics, que ocupava em 2018 o primeiro lugar no ranking de tecnologias mais disruptivas na visão dos participantes, era a quarta a receber mais investimentos no em 2017. Segundo os resultados, as organizações passarão a investir valores mais efetivos nas tecnologias de impressão 3D e Blockchain, em um horizonte de dois anos.

Neste ano, o estudo e o prêmio “As 100+ Inovadoras no Uso de TI” segue com inscrições abertas até 16 de agosto, sexta-feira. Vai ficar de fora da lista das que mais inovam no Brasil? Inscreva seu case agora mesmo.


Fonte: https://cio.com.br/raio-x-como-atuam-as-empresas-que-mais-inovam-em-ti/


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