OIT: América Latina terá desemprego estável até 2016

21/01/2014 - O relatório Tendências Mundiais de Emprego 2014 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgado ontem aponta que a taxa de desemprego na América Latina e no Caribe, em 2013, alcançou 6,5%, pouco acima da taxa geral de 6%. De acordo com o levantamento, o desemprego vem sendo reduzido na região: o percentual chegou a 7,3% em 2010. A estimativa da organização é que, até 2016, o índice de desemprego deve se manter em 6,5%. O desemprego diminuiu, apesar de a atividade econômica ter se desacelerado na região, que teve crescimento de 2,7% no ano passado. TRABALHO O relatório informa que a força de trabalho juvenil encontra muitas barreiras para entrar no mercado de trabalho: a taxa de desemprego entre os jovens é 13,6%, pouco mais do dobro da taxa geral. “As vagas mais precárias estão concentradas entre a população jovem”, destacou o estudo. Segundo a OIT, apesar de o emprego informal estar caindo na América Latina e no Caribe, “reduzir a informalidade é essencial para melhorar as condições laborais já que afeta quase um em dois trabalhadores”. Países andinos e da América Central têm índices superiores a 70% de trabalhos informais, ressaltou o estudo. Para a organização, o crescimento econômico na região deve ser inclusivo, apesar do significativo progresso alcançado na última década em muitos países. Isso deve ser feito por meio da melhoria na rede de proteção social e da redução da desigualdade social, de acordo com a OIT. JOVENS O relatório Tendências Mundiais de Emprego 2014 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra também que o desemprego entre os jovens continua aumentando. Em 2013, 74,5 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos estavam sem trabalho – quase 1 milhão a mais do que no ano anterior. Isso representa uma taxa de desemprego juvenil de 13,1 %, mais do que o dobro da taxa de desemprego geral de 6%. No Brasil, 18,4% das pessoas até 29 anos não trabalham ou estudam, segundo a OIT. Entre os homens o índice chega a 12,1%. Em relação às mulheres, a taxa alcança 21,1%. O percentual aumenta para 28,2% entre as mulheres afrodescendentes. Segundo o relatório, no Oriente Médio, 27,2% dos jovens estão sem trabalho e, no Norte da África, o desemprego juvenil alcança quase 30%. Nas economias desenvolvidas e na União Europeia, 18,3% dos jovens estão desempregados. ANA CRISTINA CAMPOS Da Agência Brasil – Brasília
Fonte: Diário de Cuiabá


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