Instrumentos estão defasados, diz pró-reitora

07/04/2014 - Representantes de duas das maiores e mais prestigiadas universidades públicas do Paraná têm opiniões diferentes sobre o Sinaes. A diretora de Avaliação e Acompanhamento Institucional da Pró-Reitoria de Planejamento (Proplan) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Martha Marcondes, elogia o sistema. "Contribuiu muito para a melhoria da qualidade do ensino e aprendizagem da educação superior", acredita. "Sempre há algo a ser aperfeiçoado. Cada instituição tem suas especificidades. Mas a cada ciclo são revistos os instrumentos de análise de forma que não gerem descontentamento e realmente deem visibilidade ao que acontece dentro das instituições de Ensino Superior." Maria Amélia Sabbag Zainko, pró-reitora de graduação da UFPR, aponta que o Sinaes nasceu de um movimento para "estabelecer uma avaliação com princípios claramente definidos". Ela surgiria de um momento inicial de autoavaliação das instituições de Ensino Superior, partiria para contribuições externas e depois resultaria em uma perspectiva de regulação do setor. Entretanto, quando o sistema foi posto em prática, algo da proposta inicial se perdeu, acredita a professora. Ela cita dois exemplos. O primeiro, seria o CPC, que continua sendo usado. "A ideia era que os critérios de avaliação fossem revistos a cada três anos. Dez anos depois, não deveríamos continuar trabalhando com um conceito preliminar", explica. Outro problema estaria na aplicação do Enade, segundo a pró-reitora. "Estava previsto que seria medido o valor do conhecimento agregado pelo processo de formação, com a avaliação do estudante no início e ao final do curso. Pela impossibilidade de identificar e acompanhar os estudantes, já que cada um tem sua trajetória, hoje avalia-se apenas o conhecimento dos que estão no final do curso. Ou seja, não se compara nada com nada", critica Maria Amélia, para quem os instrumentos que o Sinaes utiliza "estão defasados": "O sistema deve ser revisto, outros conceitos precisam ser introduzidos." (F.G.)
Fonte: Folha de Londrina - PR


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