Boicote gerou suspensão de vestibulares na UFPR

07/04/2014 - Em dezembro do ano passado, o MEC suspendeu o ingresso de novos estudantes nos cursos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo da UFPR em razão do CPC ruim registrado nas duas graduações no ciclo 2009-2012. Candidatos que prestaram o vestibular 2014 ficaram sem saber se poderiam se matricular e iniciar o ano letivo caso fossem aprovados. Por fim, a sanção foi revogada após avaliação do MEC. A UFPR sustenta que os dois cursos não possuem problemas estruturais, de espaço, equipamentos ou corpo docente, e que os CPCs baixos que motivaram a intervenção do ministério foram resultado do boicote de alunos ao Enade. Rafael de Andrade, vice-presidente do Centro Acadêmico de Comunicação Social (Cacos) da UFPR, relata que em 2009 e 2012 nem todos os estudantes dos dois cursos aderiram ao boicote, o que fez com que as médias ficassem baixas. "Se todo mundo tivesse aderido, a média teria sido zero e teria ficado claro que era um boicote", justifica. Andrade aponta que, com a suspensão da entrada de novos alunos nos dois cursos, revogada posteriormente, os estudantes realizaram muitos debates. "A conclusão a que chegamos é que todo protesto tem que ser muito bem organizado. Não precisa ser necessariamente um boicote, mas tem que ser organizado. É o que precisa ser planejado para a próxima avaliação (em 2015)", explica. O estudante diz que a postura crítica do Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFPR e do Cacos quanto ao Enade e ao Sinaes é fruto do que consideram falhas da avaliação. "Por exemplo: Publicidade e Propaganda e Jornalismo compartilham estrutura, parte do corpo docente, entre outros aspectos, e havia notas diferentes entre eles para itens iguais", afirma. "Além disso, a avaliação precisa ser mais atenta às diferenças entre as áreas de conhecimento, às especificidades de cada uma." (F.G.)
Fonte: Folha de Londrina - PR


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