Metade dos municípios do AP não paga o piso salarial aos professores

13/01/2014 - Pagamento do piso foi definido como prioridade por professores no estado. Assembleia geral discutiu principais reivindicações para o triênio 2014-2016. Professores das redes municipais e estadual do Amapá discutiram em assembleia geral neste fim de semana as principais bandeiras de luta da categoria para os próximos três anos, a partir de 2014. Eles colocaram como prioridade a escolha por voto direto dos diretores de escola, melhores condições de trabalho, promoções definidas no plano de carreira dos educadores e o pagamento do piso salarial nacional aos professores, estabelecido como uma das principais bandeiras de luta da classe. Atualmente, metade dos 16 municípios do Amapá não paga o piso definido pelo Ministério da Educação (MEC), de R$ 1.451. As propostas para o triênio 2014-2016 serão apresentadas aos gestores dos executivos municipais e estadual, segundo informou o Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Amapá (Sinsepeap). "Os professores municipais que recebem o piso salarial mais a regência de classe estão em Santana, Mazagão, Vitória do Jari, Serra do Navio, Pedra Branca do Amapari, Ferreira Gomes, Calçoene e Cutias. Vamos reivindicar a partir deste ano a efetivação do piso nos municípios que ainda não pagam", assegurou o presidente do Sinsepeap Aroldo Rabelo. Os professores do quadro efetivo do estado também não recebem o piso. O presidente afirmou que o governo do Amapá "maquiou" a lei que estabelece o pagamento do piso: "Ele incorporou a regência ao salário e disse atingir o preconizado pela lei do piso, mas para chegar ao estabelecido, não deve-se incluir a regência de classe", observou. Para alcançar o piso salarial, o professor precisa de ao menos 25% de reajuste. A porcentagem vai ser levada como proposta inicial da categoria ao governo do Amapá. Gestão escolar As escolhas dos diretores de escolas municipais e estaduais no Amapá são definidas conforme a livre nomeação do executivo. Para o sindicato dos professores, a atual maneira impede que a comunidade participe do processo de construção de uma escola "para todos". "Vamos buscar a implementação da gestão democrática porque isso acarretaria na autonomia das escolas. Atualmente os diretores administram para o governo que o indicou e não para todos", avaliou Rabelo. Escolas e promoções Boas condições de trabalho e promoções são propostas também colocadas como bandeira da categoria. Elas incluem reformas de escolas e melhores salários conforme a titulação dos professores. "Nossas escolas precisam ser ampliadas porque atualmente não podemos dar aulas em salas quentes, lotadas e mal estruturadas. Além disso, o ensino também melhoraria com o professor motivado pelo reconhecimento recebido devido a titulação. Temos mestres e doutores na rede estadual que não foram promovidos", contou Rabelo. Abinoan Santiago
Fonte: Do G1 AP


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