Dilma destaca investimento em educação em cidades da Copa

13/01/2014 - Por meio de sua conta no Twitter, a presidente Dilma Rousseff detalhou neste domingo os investimentos de seu governo em educação nas 12 cidades que serão sedes da Copa do Mundo. Dilma afirmou que o Ministério da Educação preparou um "interessante" levantamento das transferências de verbas para educação do governo federal destinadas às cidades-sedes, avaliadas em R$ 49,4 bilhões em 2013. Novos protestos A divulgação da informação poderia ser uma mensagem para acalmar o ânimo dos movimentos sociais que convocaram por meio da internet, para o dia 25 de janeiro, um "primeiro grande protesto nacional" contra a Copa. Durante a Copa das Confederações, no ano passado, ocorreram uma série de protestos contra os gastos dos eventos esportivos e os serviços prestados no País. As manifestações são promovidas por uma articulação de movimentos sociais sob o lema "Não vai ter Copa". Até agora, foi confirmada a realização de protestos em 35 cidades do País, incluindo as 12 sedes da Copa do Mundo. Na convocação para as manifestações são denunciados diversos problemas sociais que, segundo os organizadores dos protestos, "o governo optou por esconder do mundo". Em primeiro lugar, é citado a insegurança nas ruas de um país no qual, segundo dados oficiais, "800 mil cidadãos morreram por disparos de algum tipo de arma de fogo" entre 1980 e 2010. Também são criticados os altos índices de prostituição infantil, a precariedade da saúde pública, os elevados impostos, o pouco investimento em educação, a corrupção, a repressão que sofrem os movimentos sociais e as expropriações devido às obras necessárias para o Mundial. Frente a essa convocação, Dilma sancionou na quarta-feira passada um decreto com iniciativas orientadas a construir novas vias de diálogo com os grupos opostos à Copa. O decreto estabelece que a Secretaria-Geral da Presidência, responsável pelas relações com os movimentos sociais, será reforçada com dois funcionários de alto escalão. Sua missão será "a promoção do diálogo com os movimentos e segmentos sociais por ocasião da Copa do Mundo de 2014", diz o decreto publicado no Diário Oficial. Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido. A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia. A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Brasília. A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas. Agencia EFE
Fonte: TERRA


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