Aula voluntária nos EUA

10/01/2014 - Alunos e professores de escolas públicas viajam para os Estados Unidos hoje. Grupo de 573 pessoas recebe apoio da embaixada americana, entre eles estão 27 brasilienses. Dois adolescentes vão atuar como voluntários e os 25 educadores vão se aperfeiçoar Hoje, 37 estudantes de ensino médio e 536 professores da rede pública embarcam para os Estados Unidos. Os adolescentes, que participam do programa Jovens Embaixadores, estão engajados em projetos sociais brasileiros e, no exterior, vão aprender e praticar técnicas de voluntariado durante três semanas. Entre as opções estão, distribuir sopa para os pobres e ajudar em atividades de organizações sociais do país norte-americano. Os educadores farão curso intensivo de inglês em universidades estadunidenses, onde vão aperfeiçoar os conhecimentos em inglês e em metodologias de ensino, durante seis semanas. Eles são contemplados pelo Programa de Desenvolvimento para Professores de Inglês do Ministério da Educação. Para a maioria dos participantes do programa Jovens Embaixadores, está é a primeira oportunidade de viajar para fora do país. Paloma Pinheiro, 16, e Erivelton Soares, 17, são os dois representantes do Distrito Federal nesta edição. Paloma mora em Santa Maria e, neste ano, vai cursar a 3ª série no Centro de Ensino Médio Setor Oeste. Ela estuda inglês, alemão e francês no Centro Interescolar de Línguas (CIL), onde também é professora voluntária na biblioteca há um ano e meio. “Conheci o programa por meio de dois colegas meus que tentaram participar no ano passado”, revela. Em janeiro de 2013, ela passou uma temporada em Frankfurt, na Alemanha, graças a uma bolsa do Instituto Goethe, parceiro do CIL. A estudante deseja cursar relações internacionais na Universidade de Brasília e sabe que outra experiência internacional vai ajudá-la. Erivelton Soares, 17, terminou o ensino médio, em 2013, no Centro de Ensino Médio 111 do Recanto das Emas. Há três anos, é bolsista da Casa Thomas Jefferson. Ele devolve os conhecimentos adquiridos à sociedade ao dar aulas para crianças carentes numa creche. Além de ajudar outras pessoas, lecionar é importante para ele que pretende estudar letras – inglês. “Eu adoro aprender o idioma, mas não é só por isso que eu estudo. Sei que é muito importante porque abre portas, como esse intercâmbio”, relata. Quando retornar ao país, ele promete aplicar as técnicas aprendidas na creche em que atua. A assessora para Assuntos de Educação e Cultura da Embaixada dos Estados Unidos e coordenadora do programa Jovens Embaixadores, Márcia Mizuno, 49 anos, diz que o intercâmbio tem feito diferença na vida dos participantes. “Muitos dos meninos ganharam bolsas para estudar em universidades americanas. Outros se tornaram funcionários de multinacionais. Com esta experiência, o mundo se abre e eles crescem bastante.” Márcia revela que o maior critério de seleção é o engajamento social. Concorrência A 12ª edição do programa Jovens Embaixadores teve 8 mil inscritos. Para participar, era necessário ser aluno de escola pública, ter entre 15 e 18 anos, participar de algum tipo de trabalho voluntário, nunca ter viajado para os Estados Unidos, ter bom desempenho escolar e conhecimentos em inglês. Nesta edição, os 37 escolhidos representam os melhores alunos de todas as unidades da Federação, com exceção do Pará. Todos os custos da viagem serão cobertos pela Embaixada dos Estados Unidos. A única despesa dos estudantes foi para passaporte (R$ 156,07). Até 2 de fevereiro, os adolescentes terão uma rotina apertada. Nos primeiros cinco dias de viagem, vão conhecer a capital americana, Washington. Posteriormente, serão divididos em grupos e cada um seguirá para a casa de uma família americana em Bozeman (Montana), em Charlotte (Carolina do Norte), em Seattle (estado de Washington) ou em Tulsa (Oklahoma). Durante o período da manhã, os jovens frequentarão a escola. À tarde, prestarão serviço voluntário junto de organizações sociais. Eles também terão cursos de liderança e empreendedorismo. Outra obrigação é dar palestras sobre a experiência deles em escolas e em outras organizações. Nos fins de semana, os estudantes terão tempo livre para passear e para participar de atividades culturais. » ANA PAULA LISBOA
Fonte: Correio Braziliense / DF


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