"As máquinas serão nossas aliadas"

“As máquinas não vão dominar o mundo. Elas serão nossas aliadas”. Esta é a opinião de Claudio Pinheiro, professor de tecnologia e cientista de dados da IBM. Ele participou, nesta terça-feira (4/12), do Festival de Inovação e Cultura Empreendedora (FICE), evento realizado por Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Época NEGÓCIOS e Valor Econômico. A programação inclui palestras e workshops e oferece inscrições gratuitas para o público.

Segundo Pinheiro, grandes empresas já se tornaram adeptas da inteligência artificial, utilizando chatbots para responderem os clientes automaticamente.

Um exemplo é o Bradesco, que criou a assistente virtual Bia, que tem a capacidade de falar com mais clientes em menos tempo quando é comparada ao atendimento de funcionários.

Mas essa presença massiva gerou uma dificuldade para as empresas. De acordo com Pinheiro, ao mandar uma mensagem para uma determinada marca, as pessoas esperam uma resposta em até cinco minutos. Caso não a recebam, elas começam a pensar que a empresa não se importa de verdade com os clientes.

Esse "imediatismo" esperado pelos consumidores promete transformar as relações da marca com o cliente. Por exemplo, até 2020, é esperado que 80% das compras sejam feitas sem nenhum tipo de interação humana no processo de aquisição. “Isso faz com que o consumidor tenha o poder em suas mão”, diz Pinheiro.

E, segundo Pinheiro, os recursos de inteligência artificial já podem ser usados, inclusive, por pequenas empresas. “Estes recursos estão disponíveis gratuitamente para um número limitado de usuários. À medida que o negócio cresce, o serviço começa a ser cobrado, mas ainda um valor baixo.”

Mas o avanço da tecnologia também traz certos receios para a população como a substituição de funcionários por robôs. Neste ponto, Pinheiro diz que a inteligência artificial tem a capacidade de aumentar a oferta de vagas. “O Uber, por exemplo, ajudou a criar um tipo de emprego que não existia até então.”

Além disso, Pinheiro diz que a inteligência artificial vai tornar as pessoas cada vez mais capazes de fazer as coisas sem ajuda. Ou quase, já que agora elas poderão contar com as assistentes virtuais que estão presentes em grande parte dos smartphones.

O segredo para encontrar o equilíbrio, de acordo com Pinheiro, é enxergar a tecnologia como um instrumento que foi criado por pessoas. Por isso, é fundamental entender que a questão é entender como a sociedade usará a tecnologia e “o que nós faremos para crescer e chegar no bem comum.”


Fonte: https://epocanegocios.globo.com/FICE/noticia/2018/12/maquinas-serao-nossas-aliadas.html


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