Estação Conhecimento: a metodologia “Soletrando” como apoio à alfabetização

A superação do analfabetismo figura entre os desafios da política educacional brasileira. Embora a taxa de analfabetos da população com 15 anos ou mais de idade no Brasil tenha caído de 7,2% em 2016 para 7,0% em 2017, ainda fora do índice previsto de 6,5%, segundo dados do IBGE, isso ainda representa 11,5 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever no País.

Para enfrentar o cenário, algumas estratégias são indispensáveis: garantir a oferta de uma escolarização universal e gratuita para que, futuramente, não sejam necessários programas de formação de jovens e adultos; assegurar condições econômicas e sociais para que a população possa frequentar a escola e, ainda, prever políticas de apoio ao educando, como atendimento em casa e demais espaços públicos, para potencializar o comprometimento com a tarefa de alfabetizar.

É nesse contexto que se inserem as cinco Estações Conhecimento, espaços idealizados e mantidos pela Fundação Vale, que preveem ações sociais em diversos territórios pelo País para possibilitar atendimento e oportunidade de desenvolvimento social às populações socioeconomicamente vulneráveis de seu entorno, com atuação nas áreas de esporte, cultura, educação, saúde e proteção social.

Em Marabá (PA), no distrito São Félix, 619 crianças e adolescentes frequentam o espaço diariamente. Para alfabetizar e ampliar o vocabulário dos estudantes, a unidade aposta em ações de letramento que consideram não só a aprendizagem em sala de aula, mas o contato permanente com a sala de leitura e com ações mais lúdicas direcionadas à necessidade de cada um.

Nesse contexto, há quatro anos a Estação Conhecimento Marabá aposta em uma metodologia baseada no jogo “Soletrando” como ferramenta de suporte e autoavaliação do letramento e da alfabetização. A iniciativa surgiu em 2014, ancorada no 8 de setembro, Dia Mundial da Alfabetização, e tornou-se uma gincana permanente com média de uma semana de duração.

Os estudantes são divididos em subgrupos por faixa etária e cada representante da turma, de acordo com a fase do desenvolvimento cognitivo, é desafiado a soletrar palavras, atividade validada por uma equipe de professores.

“Com a brincadeira e o lúdico, as crianças se animam, saem do conteúdo de sala de aula, e acabam ampliando seu banco de palavras”, conta a orientadora técnica da unidade Thayane Nunes de Oliveira. A iniciativa é acompanhada por um trabalho orientado em sala de aula, que conta com apoio de leituras e uso de dicionários.

“A cada ano, avaliamos as necessidades das crianças e adolescentes e montamos um plano pedagógico orientado para elas”, explica a supervisora Audileide de Oliveira Silva, integrante do Lar Fabiano, instituição parceira que aplica a metodologia Soletrando na Estação Conhecimento. A iniciativa acontece no contraturno escolar, assim como toda a programação da unidade.


Fonte: http://www.cartaeducacao.com.br/especiais/vale/estacao-conhecimento-a-metodologia-soletrando-como-apoio-a-alfabetizacao/


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