+55 14 3402-3333

Marília

+55 61 3328-7305

Brasília

Atendimento Seg - Sex

08:00 - 12:00 / 14:00 - 18:00

Aquisições e Fusões de IES

O atual cenário econômico-financeiro do Brasil tem sido gradativamente, atingido pela crise internacional, levando os grupos educacionais, de capital aberto ou não a refletirem sobre as estratégias em relação aos processos de fusões e aquisições.


Ainda que o potencial de consumo do mercado interno (estruturado ao longo dos últimos 15 anos) seja um elemento fundamental como alternativa ao país, os efeitos de um cenário externo oscilante quanto à retomada da atividade econômica, certamente impactam nas decisões de médio e longo prazo dos principais players interessados no mercado do ensino superior brasileiro.


Neste sentido, as transações em relação aos processos de fusão e aquisição do ensino superior estão mais seletivas.


Enquanto no período 2008/2009 o crédito abundante permitiu um avanço nas fusões e aquisições, totalizando 56 operações, em 2010 tal volume totalizou 12 operações, exatamente o mesmo volume atingido pelo setor até agosto de 2011.


Outro fator de destaque do setor nos últimos anos decorre dos expressivos movimentos de mercado desenvolvidos por grandes companhias educacionais, dos quais cumpre destacar:

Instituição Compradora Data Instituição Adquirida Valor do Negócio
KROTON EDUCACIONAL Maio/2012 UNIASSELVI R$ 510 milhões
GRUPO LAUREATE Janeiro/2013 Integralização de sua participação acionária no capital social da Anhembi Morumbi R$400 milhões (estimado)
GRUPO LAUREATE Agosto/2013 Aquisição do Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) R$ 1 bilhão (estimado)
ESTÁCIO PARTICIPAÇÕES Agosto/2013 Aquisição da UNISEB R$ 615 milhões
ÂNIMA/GAEC Abril/2014 Aquisição da Universidade São Judas R$ 320 milhões
SER EDUCACIONAL Dezembro/2014 Aquisição da UNISEB R$ 199 milhões
ÂNIMA/GAEC Dezembro/2014 UNIJORGE e UVA R$ 1,14 bilhões

O que está muito claro é que a consolidação do ensino superior brasileiro é um caminho sem volta. O alvo são as IES que atendem a classe C e D, e o ganho em escala é a promessa vigente, não excluindo uma pequena parcela de investidores interessados em IES com marca mais expressiva. Cresce também a expectativa em obter a sustentabilidade, considerando o ganho em escala e atendendo as classes C e D.


Este processo de consolidação do ensino superior privado tem promovido uma reviravolta, sofrendo várias alterações. A tendência é que, embora em menor volume e velocidade, as fusões, aquisições e a formação de redes educacionais continuem a dar o tom ao já concorrido mercado do ensino superior privado brasileiro.


São destaques as atuações tanto de grandes grupos educacionais como UNIP, ANHANGUERA, KROTON, ESTÁCIO, LAUREATE, ULBRA, UNIVERSO, IUNI, FANOR, USC, ANIMA, VERIS, UNICSUL, UNIESP, UNIBAN, bem como os já atuantes fundos de private equity - GP INVESTIMENTOS, CARTESIAN CAPITAL GROUP, ADVENT INTERNATIONAL, CAPITAL INTERNACIONAL.


Outro aspecto que não devemos esquecer é o marco regulatório do Ministério da Educação, que cada vez mais exige o desempenho satisfatório das IES, independente do público atendido. É preciso atentar-se para as regras estabelecidas.